sexta-feira, 30 de setembro de 2016

ABALADOS PELA VIOLÊNCIA

E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” (Salmo 39.7)
           
            Ainda doe nos ouvidos as notícias do assassinato da garotinha Rakelly, por quem oramos ao saber do seu desaparecimento.  À medida que a polícia desvenda os detalhes sórdidos do crime, ficamos todos comovidos e desnorteados. Uma linda garotinha de 8 anos, foi assassinada, abusada e teve seu corpo ocultado em uma cacimba... Como digerir tamanha maldade? Quem pode imaginar a dor dos pais e familiares?

            De cara, esse tipo de crime nos abala ao desvendar o potencial de crueldade que se abriga no coração humano. Que o homem é mal por natureza, contaminado pelo pecado e predisposto à rebelião contra Deus, desde o ventre materno, não é nenhuma novidade. O otimismo de alguns pensadores utópicos e as explicações sociológicas para a barbárie, não acham correspondência no mundo real. Mas, quando mapeamos a natureza humana à luz da antropologia bíblica, temos que admitir, mesmo com profundo desgosto, que esse tipo de crime não está fora de cogitação em nenhuma comunidade de pecadores. Ou seja, é possível em qualquer lugar onde haja seres humanos. Ainda assim, como não pode deixar de ser, ficamos aterrados e indignados, pois nos agride saber que um homem foi capaz de dar vazão a todo seu ímpeto perverso, não refreando seu instinto maligno sequer ante a doçura e inocência de uma criança.

            Também, nos espanta constatar que tais ocorrências são frutos amargos da certeza da impunidade que hoje caracteriza a sociedade. Por causa da maldade do coração humano, que tende a produzir anarquia, caos e crimes, Deus instituiu o governo humano, dando-lhe poder, inclusive, para ser Seu representante em decidir quando é necessário ‘trazer a espada’, aplicando a pena máxima sobre aqueles que cometeram o crime máximo. Paulo é claro e inequívoco ao afirmar, sob inspiração do Espírito Santo, que as autoridades  são ministros de Deus, para recompensar os que fazem o bem, e punir os que fazem o mal, sendo, no segundo caso, autorizado a agir como ‘vingador legal’ do mal que, em muitas ocasiões, precisa ser detido pela espada (Rm. 13:1-7). Paulo afirma que um dos motivos para pagarmos impostos é manter os magistrados, isto é o sistema jurídico, a fim de que possam desempenhar seu ‘ministério.’
   
            A certeza da impunidade não apenas estimula o crime, mas cria o ambiente para mais confusão na hora de punir o crime. Conforme os jornais tem mostrado, a casa do criminoso foi destruída pela população. Com certeza o próprio criminoso teria sido morto, caso tivessem colocado as mãos nele. Como não há justiça legal, muitos se sentem justificados em praticar ‘justiça ilegal.’ Esse é mais um sinal espantoso de que caminhamos para o caos. A justiça feita pela população é um ato gerado pela comoção relacionada ao tipo de delito, normalmente efetivada de maneira desordenada, por pessoas despreparadas para conter o mal e promover o bem social. Tudo é feito ao sabor da emoção, que, em outros momentos, pode ser despertada indevidamente e contra as pessoas erradas. Por exemplo, imagine a situação em que, por causa da manipulação popular de um político corrupto, companheiros de crimes conseguem mover uma turba insana contra os magistrados que o colocaram na cadeia. Seria, verdadeiramente, fazer ‘injustiça com as próprias mãos!’ Impossível? Sérgio Moro e outros magistrados da Lava Jato que o digam!

             Mas, tem outra coisa que me espanta: a propaganda do crime pela mídia. Em um mundo de seres predispostos ao mal, a cobertura exibicionista, ao vivo e à cores, nunca trará bom resultado. Sem querer ser anacrônico, pois não havia televisão na época do profeta Isaías, creio que faríamos bem em observar o seguinte versículo, no qual o profeta descreve o tipo de pessoa que desfrutará as bênçãos eternas:  “O que anda em justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal,” (Isaías 33.15). A divulgação do mal desperta o prazer mórbido de muitos, simplesmente pela curiosidade degenerada de conhecer o mal. Isso é muito sério. Foi o desejo pelo conhecimento do ‘bem e do mal’ que fez Eva morder a isca da Serpente. Que conheçam os detalhes aqueles que são competentes para julgar o crime. O resto de nós pode não saber o que fazer com as informações. Ou, pior ainda, alguns podem querer duplicar o que ouviram!

            Casos assim me trazem à memória a situação de Ló, o servo de Deus que se achou vivendo em Sodoma e Gomorra, o qual era “... afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados” (2 Pedro 2.7). Infelizmente, à medida que os dias avançam, as aflições causadas pela libertinagem dos insubordinados só tende a avançar. Por isso, nossa esperança só pode estar em Deus. Por isso clamamos:
            “SENHOR, tem misericórdia dos pais da Rakelly,
SENHOR, tem misericórdia de nós!

            A serviço do Mestre,
            Pr. Jenuan Lira.
           




           

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

MORTE DO ATOR DA GLOBO: A VIDA IMITA A ARTE?

Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” (Provérbios 26.18–19)

            A morte súbita do ator global Domingos Montagner comoveu o Brasil. Protagonista aparentemente importante da novela das nove, o ator se afogou no rio, que lhe servia de palco.
            Como minha lembrança novelística mais recente é de 1977, quando acompanhei A Escrava Isaura, que tinha no elenco Rubens de Falco e Lucélia Santos (‘é o novo...!’), não conhecia o ator, nem sua personagem. Mas fui informado sobre algumas curiosas coincidências entre a ficção de Velho Chico e o desfecho triste do último capítulo da vida do ator. Segundo consta, houve uma cena na qual Santo, personagem de Domingos Montagner, desaparece no rio, sendo dado como morto, muito semelhante ao que ocorreu na última quinta-feira. A diferença é que na ficção, ele foi salvo, mas na realidade a cena não teve um final feliz.
            Em casos assim,  surge a pergunta: a vida imita a arte? Seria a arte uma precursora da realidade, capaz de antecipar o destino das pessoas, especialmente em ‘episódios’ trágicos? A resposta simples é não! A arte não tem domínio sobre a vida de ninguém. O roteirista de uma novela não é Deus, portanto não pode determinar o capítulo final da vida de um ator. É fato que alguns produtores de arte apresentam-se como se fossem Deus, mas não são. Fiquemos tranquilos! A história está nas mãos de Autor da vida, não nas mãos dos autores das novelas.
            Por outro lado, por acreditar que Deus tem controle soberano sobre a vida de todas as pessoas, que o SENHOR controla até a queda de um insignificante pardal, não vejo espaço na verdadeira concepção cristã para acasos ou coincidências. Deus pode ter permitido e inclinado o roteirista para elaborar uma cena semelhante ao que iria ocorrer? Certamente, sim. Deus pode tudo! Mas, nesse ponto, o melhor que fazemos é ficar no campo da possiblidade, e com uma importante ressalva: ainda que certas ficções pareçam antecipações da realidade, isso não deveria nos fazer obcecados em tentar achar combinações entre o suposto côncavo da arte e o convexo da realidade. Caso contrário, em pouco tempo estaremos lendo literatura como quem lê horóscopo, que, aliás, é mais um esforço banal e profano de tentar antecipar e determinar o destino humano.
            Deixando de lado o Velho Chico, acerca do qual apenas li notas sobre a influência mística e as ‘práticas’ de magia negra na trama, o fato é que o mundo da arte, notadamente o da arte moderna, vive em animosidade com o Criador. Já faz algum tempo que artistas de renome se acham abaixo da chamada ‘linha do desespero’, como tão magistralmente declarou Francis Schaeffer. O que isso significa? É uma longa história, mas resumindo em poucas (será que consigo??), o que aconteceu foi que o homem moderno, resolveu se declarar independente de Deus. Algo à semelhança de Faraó dizendo a Moisés... ‘Quem é o SENHOR para que o tema?’. Mais recentemente o raciocínio era que Deus não tinha espaço no mundo onde da avançada ‘moderna ciência moderna.’  Contudo, apesar do avanço da ciência, o homem continuava o mesmo, e sendo ainda pior do que antes das incríveis descobertas científicas. Ao reconhecer essa triste realidade, os homens ficaram sem chão. Tinham pulado do barco do Criador, somente para descobrir que não iam atingir a margem, e a correnteza ia ficando cada vez mais forte. Se tivessem humildade, teriam pedido ajuda ao Salvador, mas preferiam continuar nadando, cansando e se afogando. Com sua sensibilidade, os artistas logo perceberam o problema. Mas não quiseram retornar à Fonte. Escolheram fazer de conta que eram Deus, caíram no desespero e até hoje continuam assim.
            Em meio a toda essa rebelião, vez por outra ficamos chocados com a ‘coragem’ de certos artistas. Muitas vezes brincam com a realidade do mundo espiritual, achando que não há nada do outro lado. Abrem suas bocas contra os céus e tentam fazer um jogo de faz-de-conta com as forças espirituais do mal. As histórias se repetem sobre fenômenos estanhos nos sets de gravação e na vida de atores de filmes diabólicos como o Exorcista, o Bebê de Rosemary, etc. Não posso dizer nada acerca da atual ficção global, embora não me surpreenderia se fossem reveladas coisas estranhas nos bastidores da novela. Sabemos que a Globo zomba de Deus e do Seu Filho, Jesus Cristo, sem a menor cerimônia. As verdades cristãs são sempre alvo de chacota, enquanto as doutrinas místicas e diabólicas são propagadas com fervor, respeito e paixão.
            Minha impressão é que o mundo virtual da arte, da tecnologia e do coração duro e contaminado dos homens está levando a humanidade a um ponto tal de delírio, que não se consegue mais separar a ‘realidade virtual’ da ‘realidade real.’ Das minhas observações no livro de Apocalipse, parece-me que essa tendência faz parte das estratégias malignas para dominar o mundo nos últimos dias. 
Há um mundo de obscuridade quando procuramos encontrar um ponto de intercessão entre a arte e a vida. Mas de uma coisa podemos ter certeza: de Deus não se zomba, nem que seja ‘de brincadeira’.

A serviço do Mestre,

Pr. Jenuan Lira

sexta-feira, 1 de julho de 2016

AS CELEBRIDADES DE BABEL

Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.” (Gênesis 11.4)

            A dispersão dos povos em Babel não foi gratuita. Ali tem muito mais do que parece à primeira vista. Babel foi a primeira manifestação organizada e coletiva de humanismo. A idéia de construir uma cidade e uma torre foi uma forma de evitar que ‘sejamos espalhados.’ Tal plano era o oposto do que Deus havia determinado. Desde o princípio a vontade de Deus era que o homem crescesse, multiplicasse e enchesse a terra. Babel também era um monumento à autonomia humana. Por meio daquela torre-templo, os homens queriam desafiar o projeto divino e fazer história. Uma frase resume bem as motivações dos corações envolvidos naquele projeto: “Tornemos célebre o nosso nome.”

            Desde o Éden, os homem sonham em ter seus nomes na calçada da fama. Figurar no rol das celebridades é o desejo do nosso coração egoísta. Os meios podem ser variados, mas no final o propósito é o mesmo: fazer o nosso nome célebre.

            É interessante fazer um paralelo entre Babel e os nossos dias. Se repararmos bem, os homens estão tentando reverter o processo de dispersão determinado por Deus. Com a internet, google tradutor (que às vezes está mais para ‘traidor’) e outras novidades virtuais, todo mundo pode falar com todo mundo. É certo que para tentar desfazer o que Deus fez em um instante, o homem precisou trabalhar alguns milênios, mas agora começa a colher os frutos. Portanto, se estamos chegando ao ponto ‘pré-Babel’, está novamente aberta a temporada para quem deseja fazer grande o seu nome.

            Ao pé da Babel virtual, ninguém é comum. Basta poucos momentos passeando no facebook, e, logo, notaremos que à nossa volta já não mais existem meros mortais. No face, instagram e em outros territórios virtuais, cada um pode ter sua calçada da fama particular. Até um espirro é motivo para uma selfie. Seria mais ou menos assim... “Gente espirrei. Foi demais... depois posto um vídeo sobre como dar o melhor espirro do mundo... tipo assim... blz ” Um mundo de tecnologia, para um mar de bobagem!

Na era das celebridades, até os atos mais comuns, rotineiros e de nenhuma importância para os outros, precisa ser anunciado ao mundo. No facebook, por exemplo, tudo é o máximo: eu tenho os melhores amigos, faço as mais incríveis viagens, frequento os ambientes mais badalados, como nos melhores restaurantes, tenho a família perfeita. Verdade? Nem tanto. Há muito de propaganda enganosa, tudo de mentirinha, mas o importante é aparecer. Pelo menos no mundo de faz de conta, posso me sentir um rei.

            Olhando com cuidado, parece que a frustração de Babel continua atravessada na garganta da humanidade. Deus interferiu no sonho dos homens, que não gostaram dessa intervenção divina. Seguindo o projeto dos arquitetos de Babel, o homem poderia vencer sua últimas fronteiras, chegando ao céu sem Deus. Seria um feito heróico, que tornaria aqueles homens em ‘super-homens.’ Se o plano tivesse sido executado, no museu de Babel certamente teria um placa na entrada: “Você está entrando no monumento que prova que os homens não dependem de Deus. Por meio desse edifício, os homens invadiram o céu e saquearam a glória do Criador.”
 
            O espírito de Babel não tem nada a ver com o Espírito de Deus. Por favor, não esqueça isso! Enquanto o espírito de Babel diz que devemos continuar fazendo monumentos de marketing pessoal, que tornem célebres o nosso nome, o Espírito de Deus nos constrange a declarar: “Convém que Ele cresça, e eu diminua.” Essas são as palavras e as imagens que brotam nas postagens dos que entendem que a glória pertence somente a Deus. Quando vivemos para tornar o Nome de Cristo adorado em toda terra, dos nossos corações não brotam fantasias, nem temos a soberba como um colar (Sl. 73.6-7).

             No campo semântico da palavra hebraica que traduzimos por ‘glória’ está a idéia de peso. Assim, a glória de Deus é também o ‘peso de Deus’, com a expressão apontando para a excelência, honra e majestade do SENHOR. Gosto de relacionar o conceito de glória com o de peso, para nunca ter a ilusão de que sou capaz de suportar a glória. Em um momento pessoal de luta com Deus em favor de Israel, Moisés pediu a Deus para ver a Sua glória. Deus não permitiu que Seu amigo, Moisés, sequer contemplasse Sua glória, pois isso lhe seria fatal. Moisés não suportaria o ‘peso’ de Deus. Por isso o SENHOR lhe disse: “Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado.” (Êxodo 33.22).

Querer a glória é querer ser Deus. Portanto, por menor que seja a parcela de glória que nos toque, ainda é pesada demais para nossa estruturas, que não passa de pó e cinza. Quer ser esmagado? Então, cobice a glória de Deus.  

            O passar do tempo não curou o homem do mal de querer continuar construindo torres e castelos, a fim de serem celebrados. Como foi em Babel, também será com as apresentações modernas da soberba humana. E quando o SENHOR descer para vindicar Sua glória, não vai ficar ‘face’ sobre ‘face’.

Deixemos a glória a Quem de direito: ‘Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro’ (Ap. 5.13).

            A serviço do Mestre,

            Pr. Jenuan Lira. 

sábado, 25 de junho de 2016

O MELHOR DESCANSO

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados,
e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28)

            Cheguei em casa por volta das 23:00, depois de um longo dia. A oportunidade de pregar naquela conferência missionária foi um prazer, mas o corpo e a mente estavam cobrando seu preço. Enquanto já me preparava para deitar, não resisti à tentação e resolvi ler os últimos e-mails do dia. Para minha ‘surpresa’, o diretor do mestrado educadamente me fez lembrar de algumas tarefas atrasadas (‘ele nunca esquece...’) e as penalidades previstas para os atrasados. A princípio, vem aquele pensamento perigoso de autocomiseração... ‘Isso não é justo. Ele pensa que eu atraso sem motivo? Será que ele não sabe que tenho muitas responsabilidades?’ Depois, vem a sensatez... ‘estou reclamando de quê...?’ Não tinha o que reclamar. Decidi fazer esse curso por entender tratar-se de uma excelente ferramenta para o ministério. Ninguém me obrigou a tal. Então, só me restava uma opção: sentar até às 2 da manhã, a fim de colocar algumas tarefas em dia. Ainda tinha o que fazer, mas não dava para ir além. Logo cedo deveria estar de pé para recepcionar os pastores que vinham para uma reunião de dia inteiro, sem esquecer que a noite a ‘luta’, isto é a conferência, continuava.

Desde que Adão tornou nosso trabalho árduo, cumprir nossas responsabilidades em meio ao ‘suor do rosto’ é uma condição inescapável. Ou seja, precisamos estar prontos para o e cansaço e aprender logo a lidar com o esse fato da vida de uma maneira bíblica.   

Indo direto ao ponto, minha tese é a saída para o cansaço da vida é Cristo. Sabendo bem o que significa trabalhar duro ‘antes que chegue a noite, quando ninguém pode trabalhar’, o SENHOR Jesus nos chama para o Seu descanso, pois Ele conhece a nossa estrutura e ‘sabe que somos’. É gratificante saber que o nosso SENHOR se preocupa em nos dar descanso integral, quando os fardos da vida estão além das nossas forças. Ele fez isso com Seus discípulos nos dias do Seu ministério terreno: “E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.” (Marcos 6.31)

Não há dúvidas de que o descanso oferecido por Jesus a pecadores cansados e sobrecarregados, embora se dirija em primeiro lugar ao coração, terá reflexos no corpo. Somos seres integrais, indivisíveis. Um corpo exausto, tende a carregar um coração também exausto, abatido e sem esperança. Mas o inverso é também verdadeiro, afinal,  “O coração alegre aformoseia o rosto...” (Provérbios 15.13). A alma alegre em Cristo, vence o desânimo que pode nascer do cansaço físico.

Correr para o descanso de Cristo é necessário sempre, mas se torna urgentíssimo quando estamos sufocados pelo excesso de trabalho. Trabalhar é uma bênção e um dever bíblico, mas quando, por algum motivo, precisamos trabalhar além do que normalmente somos capazes, colocamo-nos em situação de perigo espiritual. A razão é que, quando estamos fisicamente cansados, o que não é raro nesses dias de vida agitada, ficamos mais susceptíveis ao pecado. Não raro, nesses momentos, nosso coração enganoso nos diz: “Você trabalhou muito. Não seja tão exigente agora. Você merece relaxar um pouco.” Com certeza, não é pecado relaxar um pouco, a fim de refazer as forças. O problema é relaxar demais, descuidar da vigilância espiritual, baixar a guarda quanto aos perigos do pecado. O corpo pode até relaxar, mas a carne, o mundo e o diabo nunca relaxam. Por isso o conselho do apóstolo Paulo é tão propício: “Depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef. 6.13)

            Um grande benefício de corrermos para Cristo na hora da exaustão física é o refrigério que nos vem por causa da incomparável paz do SENHOR, que guarda nossa ‘mente e coração’ em Cristo Jesus. O cansaço excessivo perturba nossa mente e, não raro, nos traz impaciência, ansiedade, medo e preocupação. Cria-se um situação delicada, pois a mente perturbada aproveita o corpo exausto e nos aprisiona. De repente, estamos num labirinto espiritual, sem perspectiva e sem futuro. Nossos olhos não conseguem enxergar um amanhã diferente e o desespero bate à porta. Um dos efeitos da mente perturbada, por exemplo, é a dificuldade em conciliar o sono. Mesmo quando conseguimos pregar o olho, o sono não é suave. Mas quando descansamos em Cristo, lançando sobre Ele todas as nossas ansiedades, nossa alma se liberta, o sono será sempre revigorante, pois... “Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave” (Provérbios 3.24)

            Cada vez mais a ciência médica nos ensina que devemos reconhecer a relação entre o corpo e a alma. As doenças psíquicas oriundas das dores emocionais e perturbações do coração ferido, terminam manifestando-se na pele, nos músculos e no sangue. Portanto, se aprendermos a correr para nosso Amigo Perfeito, sentiremos alívio no coração e no corpo...“O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos.” (Provérbios 15.30)

            Minha impressão é que as coisas não tendem a melhorar. Vamos continuar correndo e vendo muito suor escorrendo do rosto. A vida nesse mundo caído vai continuar impondo sobre nós longas jornadas de trabalho. Portanto, aprendamos de uma ver por todas a correr para Aquele que nos leva para juntos ‘das águas de descanso.’ O peso da vida poderá curvar o nosso corpo, mas nunca poderá secar o nosso Espírito, pois conhecemos a Fonte de Água viva, onde nos refrescamos e renovamos nossas forças.

            Nada neste mundo pode nos ajudar a vencer completamente o cansaço da vida. Os entretenimentos trazem apenas paliativos, mas nunca serão uma fonte renovável de força e esperança. A descanso está em Cristo, e Ele pode ser encontrado na Sagrada Escritura. Basta não sermos rebeldes, como foi Israel... “Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.” (Jeremias 6.16)

Como é bom saber que em Cristo posso ter até descanso para o meu corpo. Assim, quem sabe,  conseguirei terminar meu curso!

A serviço de Mestre,


Pr. Jenuan Lira.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

NÃO PODEREIS SERVIR AO SENHOR

Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao Senhor, porquanto é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados.” (Josué 24.19)

            A abordagem de Josué pareceu muito estranha. Dizer que o povo não poderia servir ao SENHOR? Como? Logo Josué, o grande líder espiritual do povo, sair com uma proposta dessa...?   

            - ‘Mas vocês não estão entendendo...’, falou Josué com ênfase. – ‘Vocês não podem servir ao SENHOR. Isso não é brincadeira... é muitíssimo sério. Eu e minha casa já temos uma posição. Sabemos bem o que queremos, e vamos pagar o preço, mas vocês...’ concluiu Josué, deixando o suspense como resposta.

              - ‘Mas como não? Por favor, Josué...’, falou um líder do povo, apoiado pelos demais a sua volta - ‘...é isso que queremos...’.

Josué, então, foi mais claro: ‘Gente, não estamos falando de um deus qualquer. A Pessoa com Quem vocês estão querendo se comprometer é o Deus verdadeiro, santo e zeloso. Ele não se deixar escarnecer... Ele é fogo consumidor. Não há meio de servi-lo com coração dividido. É muito mais sério que vocês pensam.

- ‘Tudo bem...’, disse o povo,  ‘estamos entendendo a seriedade do compromisso. Mas é isso que queremos.’

O diálogo acima, baseado em Josué 24, parece uma contradição. Enquanto o Salmista diz ‘servi ao SENHOR’ com alegria, Josué taxativamente declara: “Não podeis servir ao SENHOR.” Ele, mais do que ninguém, deveria estar interessado em que o povo se comprometesse com Deus.  Por que age como se quisesse dissuadir a nação desse intento? 

Na realidade, Josué está usando uma expressão forte para que o povo entenda a grandeza do seu compromisso espiritual.... ‘De Deus não se zomba.’ De todas as lutas em que Josué anteriormente estivera engajado, nenhuma foi tão severa como a luta contra a falsa espiritualidade, pois essa é uma luta da alma. Tinha sido mais fácil  conquistar as fortalezas dos Cananeus, do que vencer a resistência de corações endurecidos (Pv. 18.19).

            Josué, um homem de Deus, notável por sua liderança política e espiritual, tem bastante discernimento espiritual. Por isso, a aparente reação favorável do povo não lhe empolga. Com sua longa experiência, Josué percebe que, novamente, o povo está tratando levianamente seu compromisso espiritual, fazendo um voto precipitado, esquecendo o a verdade ensinada por Salomão ...“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.” (Eclesiastes 5.2) 

            A história de Israel no Antigo Testamento está cheia de compromissos falsos. No momento do perigo, depois de um livramento grandioso ou mediante o apelo de um líder espiritual, o povo tinha a tendência de entrar em aliança com Deus, por pura empolgação. Não levavam em conta os termos do seu compromisso. Reagiam emocionalmente, lidando com Deus irresponsavelmente, como faziam uns com os outros... “Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso, não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus?” (Isaías 7.13). Temos a tendência de confundir o Deus santo, com os homens impuros. Tal confusão revela quão pouco conhecemos o SENHOR. Enganamos os homens e a nós próprios, criamos escapes para disfarçar nossa infidelidade e por algum tempo parece que estamos conseguindo, pois nada acontece. Não devemos jamais esquecer o que está escrito no Salmo 50.21: “Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te arguirei e porei tudo à tua vista.
           
Quando o nosso coração não é reto para com Deus, é melhor não fazer de conta que queremos servir ao SENHOR, pois está escrito: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6.7)

 Nesse mundo de pessoas ‘amantes de si mesmo’ muitos querem levar a vida tocando flauta, como diz um antigo ditado popular.  O problema é que, quando estamos falando do relacionamento com Deus, a flauta vai ter mais buraco do que dedo. Com certeza a nota vai sair desafinada.

A serviço do Mestre,


Pr. Jenuan Lira

sexta-feira, 20 de maio de 2016

OS PRONOMES DE NOVA YORK... ‘ZE’ OU ‘HIR’: EIS A QUESTÃO!

Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7.25)

            Os moradores de Nova York não tem opção: para se conformarem com a nova ordem, a população terá que adotar a desordem, e por força da lei. Os desobedientes serão sujeitos a pesadas multas. Se ainda resistirem, poderão ser presos sob a acusação de ‘desordeiros.’ 

            A novidade está ligada ao uso dos pronomes e títulos ‘corretos’, quando alguém se dirigir a pessoas que decidiram mudar de gênero e/ou de sexo. Alguns dos chamados ‘transgêneros’ preferem ser chamados por pronomes masculinos ou femininos, e a lei exige que devem ser respeitados na sua preferência. A determinação oficial da Comissão  de Direitos Humanos da Cidade de Nova York dirige-se, principalmente, a patrões, proprietários de imóveis e empregadores em qualquer ramo de atividade comercial ou profissional. Independente do sexo declarado na hora do nascimento, da anatomia, do gênero, da aparência, do histórico médico ou do sexo indicado nos documentos de identificação pessoal, os empregados e inquilinos devem receber o tratamento pronominal, que lhes assegura o direito de ser o que não são.

            A situação é muito confusa, porque alguns cidadãos ‘modificados’ são mais refinados e afeitos às últimas ‘tendências linguísticas.’ Já faz tempo que professores de gramática se reúnem para resolver o dilema dos pronomes. Ele/ela, dele/dela, o/a, senhor/senhora serviram bem até pouco tempo. Mas esse padrão de diferenciação binário fere a sensibilidade dos que abandonaram o que foram, não se tornaram o que queriam, e, agora, não sabem mais o que são, exceto que estão espremidos numa desconfortante posição entre o masculino e o feminino. Por isso, muitos linguistas e gramáticos resolveram acomodar a situação criando dois pronomes que não possuem a conotação genérica habitual. Trata-se do ‘ZE’ e do ‘HIR’, já adotados pela comunidade LGBT em muitas partes do mundo. Coitados dos pronomes! Ninguém vai advogar a causa deles? Uma classe gramatical indefesa, que sempre cumpriu tão bem seu papel de nos livrar da enfadonha repetição dos nomes, está agora pagando o pato da confusão gerada pela nova (i)moralidade. Começo a suspeitar que não vai sobrar ‘verbo sobre verbo’ que não seja destruído!

            A nova lei da cidade de Nova York é parte de um projeto muito maior. O espírito que atua no nosso mundo tem como propósito o despropósito, e a desconstrução é sua mais importante construção. Se dos escombros vai brotar algo, não vem ao caso. No momento, o alvo é ver as construções milenares da civilização cristã virem abaixo.

            Segundo as Escrituras, parte do plano do Inimigo para o estabelecimento do seu reino de trevas universal passa pela mudança de paradigmas. Como no verso de Daniel, acima, o Anticristo ‘cuidará em mudar os tempos e a lei.’ A invasão da mentalidade e das religiões Orientais prepara o Ocidente para pensar deferente. Há muito o movimento da Nova Era propõe que abracemos uma visão nova e holística, que será o diferencial da Era de Aquários. Nesse novo tempo anunciado, os tempos e as leis passarão por total transformação, e a filosofia religiosa da Nova Era causará profundas mudanças em todas as áreas da vida humana, desde sua relação com o meio ambiente, sua dieta e sua sexualidade. Flexibilidade e fluidez marcarão o passo da nova sociedade. A briga pelo ‘politicamente correto’ não ocorre no vácuo, mas faz parte do conjunto de ‘suavizações’ necessárias dentro do programa das trevas, que pretende se instalar no mundo. As mudanças estruturais precisam acontecer, incluindo mudanças na própria norma gramatical. Chamar o certo de errado, e o errado de certo é apenas mais uma maneira de abrir a mente das pessoas, a fim de evitar o preconceito.

            Desde a catástrofe da Segunda Guerra, o conceito da desconstrução tem sido o coração da doutrina ensinada nas universidades do mundo inteiro. Vendo a fina flor da civilização ocidental se digladiando nos fronts da guerra, os pensadores perderam a esperança em dias melhores. A idéia de ordem e progresso passou a ser uma meta inatingível, e o desespero foi a válvula de escape. Nada novo. O profeta Jeremias já havia dito:
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.” (Jeremias 17.5-6)

            O inesperado e incrível está no ar... tempos estranhos, esses nossos. Os pronomes dos ‘modificados’ de Nova York não são o problema, apenas um sintoma. A grande meta é destruir tudo que está estabelecido e tem as marcas da eternidade. O motivo é simples: revolta contra o Eterno e Sua Eterna Palavra.
             
            O melhor retrato para nosso mundo é o que Salomão nos dá em Provérbios 4:19: “O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam.” (Provérbios 4.19). A famosa Nova York encarna bem o espírito do mundo... tudo é aceitável, e nada pode ser censurado. À morte, chamam vida; e à vida, morte. São o ápice da modernidade e da tolerância. Aliás, uma mesquita está sendo construída nas imediações do local da antigas Torres Gêmeas. Perdeu-se a completa capacidade de discernimento... e os aviões continuarão caindo sobre suas cabeças. Que pavoroso é o espetáculo da desconstrução!

            A serviço do Mestre,

            Pr. Jenuan Lira

sábado, 30 de abril de 2016

AINDA RESTA ESPERANÇA
Nossa alma espera no Senhor, nosso auxílio e escudo. Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome.” (Salmo 33.20-21)
            A cena dos pais pedindo oração por sua filha foi de quebrar o coração. Com lágrimas, falaram da triste situação, que foge a toda tentativa de achar no ocorrido algo que faça sentido. Tudo começou quando a filha mudou sua concepção acerca da fé cristã,  como havia aprendido na casa dos pais. Seguindo uma filosofia corrompida, a jovem concluiu que a maneira como lhe ensinaram a ler e interpretar as Escrituras estava errada. Ela concluiu que a Bíblia deve ser interpretada culturalmente, isto é, em cada cultura as pessoas decidem o significado das Escrituras. Assim, quando a Bíblia confronta o pecado, a pessoa simplesmente recorre para a explicação  de que ‘isso serviu naquela cultura.’ A jovem se tornou presa por sua nova hermenêutica, que lhe deu liberdade de fazer da satisfação do seu ego a razão da sua vida. O resultado foi o pior possível, pois a elevação do ego foi tamanha, que não sobrou espaço para o marido e os filhos. A jovem simplesmente esqueceu que era esposa e mãe, deixou o seu lar e partiu em busca do seu sonho.
            Ao sair da reunião, meu coração estava pesado, sentindo a dor daqueles pais. A grande questão era: como esse casal pode encontrar forças, motivação e alegria para prosseguir no ministério, quando as circunstâncias a sua volta são tão tristes? Como podem experimentar paz, sabendo que a filha está enredada na armadilha do pecado, tão cega pela amargura, que não consegue ouvir o choro dos próprios filhos que anseiam por sua volta?
Enquanto meditava na situação, Deus me trouxe à mente o Salmo 33. Este Salmo nos ordena a louvar o SENHOR por Sua Palavra, por Sua justiça e por Suas obras. É óbvio que o Salmo foi escrito a fim de trazer esperança ao coração do servo de Deus, que está em grande angústia, sentindo-se esmagado sob peso da provação. O Salmista chama nossa atenção para o grande poder de Deus exposto na criação,“Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Salmo 33.9) Diante de tal verdade, podemos perguntar: Existe algo que possa desafiar a capacidade do Deus Criador, que tudo fez pelo poder da Sua Palavra? Será que a dureza de coração de um filho rebelde é capaz de neutralizar o imenso poder de Deus? Mas isso não é tudo, pois o Salmista continua mostrando a autoridade do SENHOR sobre todas as nações, que simplesmente são impotentes para anular os desígnios de Deus, cujas determinações duram para sempre. Que notícia maravilhosa para meus amigos sofredores. Se todas as nações estão sob o controle de Deus, é óbvio que sua filha não pode fugir da jurisdição do Rei do universo. Além disso, o Salmista ainda acrescenta outra verdade consoladora: “O Senhor olha dos céus; vê todos os filhos dos homens...” Aquela jovem pode até pensar que nenhuma autoridade está olhando para ela, mas a verdade é que os olhos do SENHOR não se apartam dela. Que conforto nos traz a onipresença de Deus. E como se isso não bastasse, o verso 15 diz que Deus está no controle até do coração das pessoas. Ou seja, no momento que Lhe agradar, Deus pode mudar o coração de qualquer pessoa, transformando seus conceitos, mudando seus desejos e refazendo seus sonhos. Se isto é verdade, é claro que existe esperança.
Já fazem muitos anos, mas lembro como hoje. Eu estava vivendo um tempo de grande angústia. Um dia ouvi que meu antigo professor de teologia estava chegando na cidade e fui ao aeroporto para abraçá-lo. Ele sabia o que eu estava sofrendo. Nosso encontro foi muito breve, pois ele estava em trânsito. Acompanhei-o até o estacionamento, onde alguém o estava aguardando. Mais uma vez ele me abraçou, e se despediu com as seguintes palavras: ‘Se a crença na soberania de Deus não funcionar nessa situação, não serve para mais nada.’ Eu diria que essa foi a melhor aula de teologia propriamente dita que ele me deu. Por outro lado, eu nunca antes estivera tão pronto para receber instrução sobre o assunto. Eu saí ainda chorando por dentro, pois as circunstâncias não haviam mudado, mas a lembrança da soberania de Deus me deu paz para prosseguir. É exatamente isso que o Salmista está dizendo... ‘Nunca perca a esperança... Deus é soberano.
Quando, com a ajuda do Espírito de Deus, conseguimos tirar os olhos das provações e considerar a grandeza do poder e da justiça de Deus, nosso coração revive. Nesse momento, a luz brilha, a despeito das trevas que nos cercam; e começamos a sentir cheiro de vida, onde aparentemente reinava a morte. Podemos não ter felicidade, mas teremos alegria, pois passamos a esperar no SENHOR, que é o nosso auxílio e escudo. Aos poucos, deixamos de temer os perigos que podem nos sobrevir por causa do pecado dos homens, ou das estratégias de Satanás.  Logo, estaremos repetindo as palavras do Salmista: “Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome.” (Salmo 33.21)
 Muitas vezes, diante da grandeza da provação,  chegamos ao ponto de pensar que não existe mais esperança. Até que voltamos nosso olhos para o SENHOR e ouvimos as palavras de Cristo: “... Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10.27). O ditado popular diz que a esperança é a última que morre. Isso só é verdade se estivermos esperando em nós mesmos ou nos outros. Se esperarmos em Deus, nossa esperança jamais morrerá... Deus é eterno!


A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira