Não sou membro de nenhuma ONG protetora de animais, mas estou pensando em fundar uma urgentemente para defender os insetos, mais especificamente, as formigas. A sigla seria MDF: Movimento em Defesa das Formigas. É uma sigla já ‘registrada’ para designar um tipo de madeira sintética usada no fabrico de móveis. Ainda melhor, pois toda vez que alguém pensar em fabrico de móveis, a menção desse tipo de material servirá como ajuda mnemônica para colocá-lo ao lado das formigas injustiçadas.
Minha defesa das formigas não é à toa. Preciso defendê-las, pois estão sendo difama
s, e o caso é muito sério. A custo de muito “suor”, esses pequenos insetos tem construído sua reputação como diligentes e admiráveis trabalhadoras. Por isso, deixo aqui registrado que, pelo que se conhece das formigas, não foram elas que sairam bordando silhuetas de Maria e mensagens obscuras nas folhas em São Lourenço, interior de Minas Gerais. O fato tem agitado a região, e até um santuário já foi criado onde os visitantes vem adorar e fazer preces. Não vou me admirar se em breve aparecer por lá o culto da santa formiga milagrosa, que atendeu à prece de um adorador que, por descuido, tenha pensado nelas enquanto fazia sua prece.
É a incrível capacidade de crer presente nas pessoas que justifica esses fenômenos. São imagens que choram, que aparecem a crianças, que proferem oráculos, que surge nas vidraças, na luz do sol, e nos ambientes mais inesperados. É sempre algo nebuloso, carecendo de sinais de autenticidade, mas nem por isso faltam devotos para prestra-lhes culto.
No caso das formigas mineiras, a história se repete. O bispo faz uma visita, não diz sim nem não, o assunto fica no ar, e as romarias continuam. Mesmo que os testes laboratoriais provem que os relatos não condizem com os fatos, como no caso de Minas, o povo não leva isso em conta. Importante é ter fé, mesmo que seja em formigas. E a igreja endossa tal posição, quando não toma uma posição firme e forte contra tal disparate.
Fatos como esse trazem grande prejuízo para a fé bíblica. Corroem a autenticidade da crença fundamentada nos fatos e na revelação das Sagradas Escrituras. Aos poucos, à medida que a os supostos milagres se mostram ilusórios, as pessoas transferem sua decepção para tudo que diz respeito à fé e ao cristianismo. Ficam desapontadas e resistentes, pois se viram iludidas na sua “boa fé”.
Falta ao povo entender que o importante não é ter fé, mas o objeto em que se coloca a fé. A fé e a sinceridade de uma pessoa não mudam a realidade nem conferem autenticidade ao que é irreal. Eu posso estar sinceramente errado, apesar da minha crença. Se o objeto da fé for incerto, a fé será vã.
Realmente, lamento pelas formigas. Ali, elas não serão mais vistas como claro exemplo da perfeição e variedade da criação feita por Deus. Mas, também lamento pelo nosso povo que cada vez mais é doutrinado a viver uma credulidade cega, alimentando uma fé sem substância, deixando o Criador, e adorando a criatura.
A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira.
Minha defesa das formigas não é à toa. Preciso defendê-las, pois estão sendo difama

É a incrível capacidade de crer presente nas pessoas que justifica esses fenômenos. São imagens que choram, que aparecem a crianças, que proferem oráculos, que surge nas vidraças, na luz do sol, e nos ambientes mais inesperados. É sempre algo nebuloso, carecendo de sinais de autenticidade, mas nem por isso faltam devotos para prestra-lhes culto.
No caso das formigas mineiras, a história se repete. O bispo faz uma visita, não diz sim nem não, o assunto fica no ar, e as romarias continuam. Mesmo que os testes laboratoriais provem que os relatos não condizem com os fatos, como no caso de Minas, o povo não leva isso em conta. Importante é ter fé, mesmo que seja em formigas. E a igreja endossa tal posição, quando não toma uma posição firme e forte contra tal disparate.
Fatos como esse trazem grande prejuízo para a fé bíblica. Corroem a autenticidade da crença fundamentada nos fatos e na revelação das Sagradas Escrituras. Aos poucos, à medida que a os supostos milagres se mostram ilusórios, as pessoas transferem sua decepção para tudo que diz respeito à fé e ao cristianismo. Ficam desapontadas e resistentes, pois se viram iludidas na sua “boa fé”.
Falta ao povo entender que o importante não é ter fé, mas o objeto em que se coloca a fé. A fé e a sinceridade de uma pessoa não mudam a realidade nem conferem autenticidade ao que é irreal. Eu posso estar sinceramente errado, apesar da minha crença. Se o objeto da fé for incerto, a fé será vã.
Realmente, lamento pelas formigas. Ali, elas não serão mais vistas como claro exemplo da perfeição e variedade da criação feita por Deus. Mas, também lamento pelo nosso povo que cada vez mais é doutrinado a viver uma credulidade cega, alimentando uma fé sem substância, deixando o Criador, e adorando a criatura.
A serviço do Mestre,
Pr. Jenuan Lira.