
Vejo aqui um perfeito retrato da
nossa relação com Cristo, nosso General. Quando nos apresentamos para compor o
exército do nosso Mestre, trazemos sobre nós a marca do seu nome. E foi
precisamente por isso que em Antioquia os primeiros convertidos foram chamados cristãos,
que significa pequenos Cristos.
Embora a palavra tenha sido usada inicialmente num tom pejorativo, não havia
termo melhor para representar os discípulos de Cristo. Tanto que palavra passou
a ser usada orgulhosamente por todos que desejavam se identificar com Jesus.
Entende-se, portanto, o apelo de Paulo aos filipenses:“ Vivei, acima de tudo, de modo digno do
evangelho de Cristo” . Os moradores de Filipos orgulhavam-se por ser cidadãos romanos, desde
que a cidade tinha sido elevada à categoria de colônia, seus moradores tinham a
dignidade inerente aos cidadãos livres do Império Romano. Aproveitando-se desse
fato, Paulo exorta os crentes a que portem--se com dignidade no contexto
social, não por causa da cidadania romana, mas por serem embaixadores de
Cristo, cidadãos da pátria celestial (Fp.3:20).
Pesa sobre nós a indelével e
permanente identificação do nome de Cristo. Estamos marcados por Seu selo
(Ef.4:30). Somos suas ovelhas, propriedade exclusiva do Senhor
( Jo.10:14-15; I
Pe.2:9). Mas jamais devemos nos esquecer de que este privilégio acarreta enorme
responsabilidade. Nós somos a manifestação visível de Cristo ao mundo. Devido
as trevas do pecado, a presença de Cristo fica diminuída, quase imperceptível
aos olhos humanos. Para que esta geração pervertida possa enxergar a Cristo,
faz-se necessário a atuação daqueles que foram chamados para “resplandecer como luzeiros no mundo” (
Fp. 2:15). Assim, por nosso intermédio, aquele Cristo pequeno e opaco aos olhos
deficientes do mundo torna-se engrandecido
( Fp.1:20). Além de luz, somos as lentes de ampliação da presença de Cristo
diante dos homens.
Tiago diz que sobre nós foi invocado
um bom nome(Tg.2:17). Estamos arrolados no exército de Cristo, levando sobre
nós a dignidade do Nome que está acima de todo nome, inclusive o do grande
Alexandre. Resta saber se estamos fazendo jus à dignidade do Seu Nome. O Senhor
não permitirá que Seu Nome seja permanentemente blasfemado pelo mau
comportamento dos seus soldados. Se não estamos vivendo de modo digno do
evangelho, envergonhamos nosso General. Se foi triste para um soldado de
Alexandre, muito mais o será para um soldado de Cristo ouvir sua voz dizendo: “ou muda de vida, ou muda de nome”.
A serviço do
Mestre,
Pr. Jenuan Lira